Absolvição

Agora, venho oferecer-lhe escusas…

 

Desculpe-me por não ser incongruente

Desculpe-me por não ser leviano

 

Desculpe-me por não ser como você,

Um infante!

 

Desculpe-me por lhe causar ira

Ante a inveja que sentes

 

Desculpe-me por mostrar-te…

 

Mostrar-te o quão estólido tu és

Mostrar-te o quão enfadonho tu és

 

Desculpe-me por não dar valor

Valor ao que consideras notável

 

Pois o que considera essencial

Mostra-se para mim poeira ao vento

 

Perdoe-me por mostrar-te o teu volúvel vulto!

 

Perdoe-me por não ter insistido…

Insistido em mostrar-te o despenhadeiro à frente

 

Perdoe-me por somente olhar

Olhar e não me comover

 

Olhar-te caído, quebrado

Cheio de feridas funestas.

 

Sob o intenso e escaldante calor

Você ainda vive, porém estatelado

 

Eu posso ver.

 

E enquanto o teu

sangue coagula

Tu sucumbis ao óbito!

 

fazcoms!

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s