O que você vê?

 

Que lindo! Fiquei extasiado… sério, parece que está vivo… que os movimentos foram coreografados! Deve ter cordinhas… não! É computação gráfica! Eu juro que vi alguém dançando ali, uma mulher, um rosto!

Incrível! E o que é mais legal é como nos, ao percebermos as cenas, às aproximamos em nossa percepção de formas comuns a nos!

 

 

Agora são dois bailarinos, que interpretam uma cena de amor. Conseguiram ver os braços erguidos ao darem voltas?

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A Rotina

A idéia é a rotina do papel.
O céu é a rotina do edifício.
O inicio é a rotina do final.
A escolha é a rotina do gosto.
A rotina do espelho é o oposto.
A rotina do jornal é o fato.
A celebridade é a rotina do boato.
A rotina da garganta é o rock.
A rotina da mão é o toque.

O coração é a rotina da batida
A rotina do equilíbrio é a medida
O vento é a rotina do assobio.
A rotina da pele é o arrepio.
A rotina do perfume é a lembrança.
O pé é a rotina da dança.
Julieta é a rotina do queijo.
A rotina da boca é o desejo.
A rotina do caminho é a direção.
A rotina do destino é a certeza.
Toda rotina tem sua beleza.

Rotina.

Herege Eclético

Herege Eclético é um blog de poemas, contos, crônicas, reflexões, devaneios e epifanias que permeiam a psique de um rapaz estudante.

Por que herege?

Segundo o dicionário Priberam da Língua Portuguesa (http://priberam.pt/dlpo) herege é o que ou pessoa que segue uma heresia. E heresia é a divergência em ponto de fé ou de doutrina religiosa. Mas esse significado foi forçadamente atribuído a essa palavra pela instituição “mui sábia, justa e sagrada” Igreja Católica Apostólica Romana, na Europa Medieval.

Depois do fim das invasões estrangeiras, a atividade intelectual cresceu, ocorreu o Renascimento, e a Reforma Medieval, e os hereges passam a ser leigos, clérigos renegados, críticos e anticlericais com desejo de atingir pelos próprios meios uma vida espiritual sem mediação do Clero.

Obviamente tudo isso enfraquecia toda a dominação da Igreja, por isso a alteração de significados. Herege vem do latim haeresis, que por sua vez vem do grego hairesis, que significa CAPACIDADE DE ESCOLHER.

Eu amo a capacidade e liberdade que tenho para escolher. Amo a capacidade e liberdade de escolha com as quais Deus presenteou a humanidade, tornando todo indivíduo capaz e livre para escolher aquilo que lhe agrada, mesmo que o que for escolhido seja terminantemente contrário aos desígnios dEle. Amo a liberdade de escolher ir ou vir, liberdade de expressão e manifestação religiosa (embora esta última já começa a ser ameaçada) que segundo a constituição me é permitida. Amo a liberdade que tenho para escolher usar a minha língua nativa para me expressar, e ser compreendido pelos meus conterrâneos, não importando se a norma é formal ou informal.

Amo poder misturar diferentes elementos, tendências, estilos, filosofias e criar, fantasiar de maneira bem eclética, porém equilibrada, e expor os resultados da maneira que me aprouver.

heregeecletico.blogspot.com

Não me perguntam sobre o altar

As pessoas se perguntam perto de mim:

O fim é certo assim como respiramos o ar?

 

E a certeza se ergue rápida dentro de mim

Imponente como um altar

 

Por enquanto fingir que não, ainda dá sim

Mesmo que depois não vá mais adiantar

 

Não será encontrado alívio ao fugir

Faço questão de isto ressaltar

 

Quando do alto o Leão rugir

A muitos, o ar vai faltar

 

Realizarão reuniões para buscar compreender

E tudo por causa  daqueles que Ele vai mandar buscar

 

Eles vão cair em grande sofrer

Pois foram prevenidos para que parassem de pecar

 

Desejo eu estar atento

Para ouvir o grande anúncio

 

Desejo eu ouvir ser anunciado

Aquele que desabilitou o altar!

 

Francisco Alves (@fazcoms)

Beijo

Hoje eu acordei pensando em você

Não entendo o por quê

 

Com o passar do tempo

Você somente cresce no pensamento

 

A distância é um suplício

Ela traz a saudade, e esta a tristeza,

E a tristeza me infringe o sono

 

Como seria feliz se pudesse contemplar

Sua venustidade muitas vezes mais

 

Tenho-te fome e sede

Quero-te,  desejo-te

 

Seus lábios vermelhos

Inflamam-me a cobiça

 

Se sua pessoa se pusesse às minhas vistas

Não hesitaria em agarrar-te, segurar-te

 

Acariciar-te, afagar sua face

Sentir seus cabelos entre meus dedos

 

Com ferocidade

Consumaria meu anelo

 

Ao final de um suspiro

Beijar-te-ia!

 

Com prazer sentiria o calor dos teus lábios

A sua língua como chama

 

Suas mãos percorrendo meu corpo

Minha nuca, meu abdome

 

De alto a baixo deslizaria minhas mãos

Na curva perfeita das suas costas

 

Veria seu pescoço arrepiado

Ouviria sua voz afegante

Deixaria-me levar pelo ar quente do seu hálito…

 

Não preciso entrar em mas detalhes.

 

fazcoms!

Absolvição

Agora, venho oferecer-lhe escusas…

 

Desculpe-me por não ser incongruente

Desculpe-me por não ser leviano

 

Desculpe-me por não ser como você,

Um infante!

 

Desculpe-me por lhe causar ira

Ante a inveja que sentes

 

Desculpe-me por mostrar-te…

 

Mostrar-te o quão estólido tu és

Mostrar-te o quão enfadonho tu és

 

Desculpe-me por não dar valor

Valor ao que consideras notável

 

Pois o que considera essencial

Mostra-se para mim poeira ao vento

 

Perdoe-me por mostrar-te o teu volúvel vulto!

 

Perdoe-me por não ter insistido…

Insistido em mostrar-te o despenhadeiro à frente

 

Perdoe-me por somente olhar

Olhar e não me comover

 

Olhar-te caído, quebrado

Cheio de feridas funestas.

 

Sob o intenso e escaldante calor

Você ainda vive, porém estatelado

 

Eu posso ver.

 

E enquanto o teu

sangue coagula

Tu sucumbis ao óbito!

 

fazcoms!